O artigo discute as implicações da formação diferenciada em pesquisa, de estudantes egressos da iniciação científica (IC), para seu ingresso nos programas de mestrado. O termo formação diferenciada trata dos processos e resultados da aprendizagem partilhada entre integrantes de grupos de pesquisa e IC. Essa formação de habilidades para a pesquisa e reflexividade crítica é considerada essencial para a aprendizagem profissional e é exigência que recai nos programas de pós-graduação, pois se requer a capacidade de manejo da pesquisa, e a produção própria. O estudo buscou mapear como a seleção em uma instituição de ensino superior no Ceará, revela a presença de alunos oriundos de IC e como o seu desempenho realça a qualidade da formação em pesquisa. O estudo é descritivo, do tipo documental e a abordagem é predominantemente quantitativa. Os dados questionam se egressos de IC partem na seleção acumulando vantagens como currículo ou adequação de projetos de pesquisa às linhas de estudo disponíveis e diante disto, o ingresso precoce destes à pós-graduação parece ser um resultado natural. Esse panorama reclama mudanças e exige novas oportunidades para inclusão de estudantes a formações mais qualificadas em pesquisa.
Palavras-chave: Formação Diferenciada; Formação para a pesquisa; Iniciação Científica; Mestrado Acadêmico.
Principais conclusões: Alunos egressos da IC possuem maiores taxas de aprovação na seleção de mestrado, publicações com maiores Qualis e maiores taxas de aprovação em todas etapas da seleção de mestrado o que implica que os alunos egressos da IC possuem uma formação diferenciada.
Referência: SOUZA, S. G. DE et al. Formação diferenciada em pesquisa nos egressos de iniciação científica: implicações no mestrado acadêmico. Cadernos de Pesquisa, p. 277, 30 set. 2021.