A presente pesquisa tem por objeto a formação científica do jovem universitário, a partir de programas de iniciação científica fomentados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com foco no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Neste estudo, foi estabelecida uma análise histórica sobre o progresso da ciência no Brasil e a relação desta com as demandas de desenvolvimento econômico e social do Estado. Buscou-se ainda, compreender em que medida a formação de pessoal qualificado, com capacidade crítica e criativa, com vistas à aproximação da autonomia intelectual, tornou-se relevante para as políticas educacionais e as de ciência e tecnologia em âmbito federal. Desenvolveu- se, além de um retrospecto sobre a institucionalização do PIBIC, uma minuciosa análise estatística a partir de série histórica sobre o programa e seus desdobramentos, no que tange a: distribuição regional, quantidade de bolsas por instituição, valor das bolsas, capacidade de orientação, perfil do bolsista, abrangência das áreas de conhecimento, relação do programa com a pós-graduação e natureza jurídica das instituições participantes do programa. As principais fontes dessa análise foram: a) indicadores do PIBIC, entre os anos de 1988 e 2010; b) avaliação institucional do programa realizada por equipe de pesquisadores, sob coordenação de Luiz Antônio Marcuschi, no ano de 1996, e c) pesquisa realizada, em 1999, com apoio e de interesse do CNPq, sobre o PIBIC e sua relação com a formação de cientistas, coordenada pelos professores Virgílio Alvarez Aragón e Jacques Rocha Velloso. O referencial teórico adotado para embasar as discussões acerca da formação, emancipação, padronização e sobre ciência e tecnologia e suas relações com a formação científica na sociedade administrada, é extraído da teoria crítica da sociedade, em especial, das análises de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse. Verificou-se, ao final, que o PIBIC, mesmo considerando a necessidade de futuros ajustes, apresenta relevante potencial na contribuição da formação científica do jovem universitário.